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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Original Energy: quem ainda acredita??

 A Polícia Civil de Pernambuco abriu inquérito para investigar a Original Energy, suposta pirâmide financeira da área de energia solar. A empresa, que prometia rendimentos de até 16% a quem alugasse placas solares, não libera saques para investidores desde maio deste ano.

O pedido para a abertura do procedimento foi feito pela 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Petrolina (PE). O órgão, que está na cola do suposto esquema desde julho, quer reunir informações para dar prosseguimento à investigação.

“O inquérito policial de número 03026.0214.00855/2020-1.3 foi instaurado com objetivo de aprofundar as informações, tendo em vista que a atuação do Ministério Público na esfera criminal depende da reunião de elementos robustos que configurem a prática delitiva e permitam o ajuizamento de uma eventual ação penal”, informou o MP Portal do Bitcoin.


“Os sócios têm prestado todos os esclarecimentos possíveis para comprovar a sua idoneidade e a inexistência de incidência de crime algum”, falou.


Indícios de esquema fraudulento

O Ministério Público de Pernambuco apura se a empresa atua de forma irregular a pedido da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). No início do ano, a autarquia sugeriu ao órgão a abertura de uma ação civil pública contra a Original por haver “fortes indícios de ser um esquema fraudulento, do tipo que poderia ser classificado como pirâmide financeira”.

De acordo com o regulador, alguns dos indicativos de possível fraude são o lucro fora da realidade do mercado oferecido pela empresa, o pagamento de bônus para aqueles que indicam novos participantes e a formação de redes de consultores.

O que a Original Energy oferecia?

Fundada em 2018, em Petrolina (PE), a Original Energy afirmava locar supostos módulos fotovoltaicos. Esses equipamentos, segundo a empresa, estariam distribuídos em usinas localizadas em Pernambuco, Paraná e São Paulo.

A empresa alugava cada módulo por R$ 900. Para quem adquirisse um, a Original prometia rendimentos de até 16% ao mês. Tudo era registrado em contrato.

A suposta pirâmide, no entanto, começou a ruir em maio. Desde aquele mês, os saques pararam de ser liberados para os investidores. Na época, o CEO disse em vídeo que a empresa teria sofrido “fraude séria ligada a compras feitas com cartões de credito e cartões clonados“.

Em junho, o CEO informou que uma auditoria seria feita e que os problemas seriam solucionados no segundo semestre. Ele também disse ao clientes que em 60 dias regularizaria os pagamentos. Não foi isso que ocorreu.

Questionado pela reportagem sobre os atrasos, Mesquita voltou a afirmar que os pagamentos não estão sendo realizados por causa da suposta fraude. Disse também que a suposta auditoria ainda está em andamento.


Além dos processos, há quase 100 reclamações no Reclame Aqui. Um dos clientes da empresa afirmou na plataforma que recebeu os rendimentos prometidos só nos primeiros meses.

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